Edição Atual

Banner Coleciona 4Água, Educação, Política e Meio Ambiente

Além da percepção acerca da indissociável relação entre água e vida, é importante o resgate da percepção ancestral do planeta como uma morada comum, que nos acolhe e mantém como seus filhos, como integrantes de uma extraordinária comunidade de vida da qual somos parte.

A ilusão da abundância e o mito da inesgotabilidade dos recursos naturais podem gerar sérios problemas, pois vivemos hoje uma crise global da água. Alguns dos vários sintomas e consequências da crise hídrica e ambiental, a qual produz efeitos dramáticos para as populações, sobretudo para os mais vulneráveis social e economicamente, já podem ser vivenciados.

A quantidade de água existente hoje na Terra é praticamente a mesma de centenas de milhões de anos atrás. Entretanto, a interferência humana no seu ciclo natural repercute no fluxo, na dinâmica e também na forma em que essa água se apresenta, inclusive em sua potabilidade (menos de 1% do total), que é a condição essencial da qual mais necessitamos (água para beber).

Em janeiro de 1997, entrou em vigor a Lei nº 9.433/1997, também conhecida como Lei das Águas. O instrumento legal instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) e criou o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh). Segundo a Lei das Águas, a Política Nacional de Recursos Hídricos tem seis fundamentos. A água é considerada um bem de domínio público e um recurso natural limitado, dotado de valor econômico.

A Lei prevê que a gestão dos recursos hídricos deve proporcionar os usos múltiplos das águas, de forma descentralizada e participativa, contando com a participação do Poder Público, dos usuários e das comunidades. Também determina que, em situações de escassez, o uso prioritário da água é para o consumo humano e para a dessedentação de animais. Outro fundamento é o de que a bacia hidrográfica é a unidade de atuação do Singreh e de implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos.

A gestão hídrica possui uma importantíssima missão a cumprir na transição para o paradigma da sustentabilidade, pois a água é fator de desenvolvimento e condição elementar para sustentação da vida e dos ecossistemas. A atuação dos educadores ambientais nas políticas públicas de águas é portadora de um significativo potencial sinérgico capaz de incutir e sedimentar uma perspectiva realmente sistêmica, integradora e ambiental como diferencial para qualificar a gestão dos recursos hídricos no país e promover a efetiva melhoria nas condições de vida das pessoas e seu meio.

Num cenário de mudanças climáticas e ambientais globais, tornam-se imprescindíveis as ações de difusão de informações e de mobilização social. O desenvolvimento de iniciativas educativas, dialógicas e comunicativas, catalizadas pelas atividades da Educação Ambiental (EA) que possuem a água como tema gerador de processos formativos e a gestão integrada dos recursos hídricos (GIRH) como campo de atuação, promovem a participação, o controle e a transformação sociais desejados na GIRH.

Marcos legais balizadores desses processos, o Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), elaborado de 2003 a 2005, e aprovado pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), em janeiro de 2006 (Resolução n° 58), incorporou em suas macrodiretrizes e alocou estrategicamente em sua estrutura programática (Programa IV), de maneira transversal, a Educação Ambiental, o desenvolvimento de capacidades, a difusão de informações, a comunicação e a mobilização social para a GIRH.

O COLECIONA edição 15: “EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ÁGUA” busca colaborar e qualificar as iniciativas educativas, dialógicas e comunicativas desenvolvidas por você educad@r e agente popular ambiental.

Tenham todos uma boa leitura e esperamos que se sintam instigados e fortalecidos para aprofundar sua própria jornada educativa.

Mergulhem nesta edição!

Saudações!

Equipe COLECIONA

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